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Terços do rosto: como medir e o que eles mostram

Os terços do rosto são as três faixas em que a face se divide na vertical: da linha do cabelo até o meio das sobrancelhas, das sobrancelhas até a base do nariz e da base do nariz até a ponta do queixo. Comparar a altura das três mostra se uma parte do rosto ocupa mais espaço que as outras.

A regra clássica diz que os três terços têm a mesma altura. Ela é útil como referência, mas os estudos de medidas mostram que poucos rostos normais seguem essa igualdade à risca, e que isso não faz deles rostos fora do padrão.

Os três terços

  • Terço superior: da linha do cabelo, no meio da testa, até o ponto entre as sobrancelhas. Corresponde à testa.
  • Terço médio: do ponto entre as sobrancelhas até a base do nariz, onde ele encontra o lábio de cima. Inclui os olhos, as maçãs e o nariz.
  • Terço inferior: da base do nariz até a ponta do queixo. Inclui a boca, os lábios e o queixo.

Como medir os seus terços

Com uma foto de frente e uma régua na tela, ou no espelho com uma fita métrica:

  1. Prenda o cabelo para deixar a testa à mostra e olhe para a frente, com a cabeça reta.
  2. Marque quatro pontos na linha do meio do rosto: onde o cabelo começa, o ponto entre as sobrancelhas, a base do nariz e a ponta do queixo.
  3. Meça as três distâncias entre esses pontos.
  4. Compare: os três terços são parecidos, ou um deles é claramente maior ou menor?

Dois cuidados mudam o resultado. A foto precisa ser tirada de um pouco mais longe, porque a lente muito perto aumenta o que está no centro da imagem. E a cabeça precisa estar reta: inclinada para cima ou para baixo, ela encurta um terço e alonga outro na foto.

Quem tem entradas, cabeça raspada ou calvície não tem uma linha do cabelo confiável, e o terço superior fica sem medida certa. Nesse caso, compare só o terço médio com o inferior.

Os terços iguais são regra ou exceção

A divisão em três partes iguais vem dos manuais de desenho, os chamados cânones clássicos. Quando pesquisadores mediram 153 adultos jovens para testar essas regras, as verticais foram as que menos se confirmaram: na maior parte das pessoas, no máximo duas partes do perfil tinham a mesma altura. A conclusão foi que os cânones não representam as proporções médias e que a variação entre rostos normais é grande (Farkas e colegas, 1985).

Um estudo internacional com 1.470 adultos de 18 a 30 anos, de grupos da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e de origem africana, mediu o rosto com 14 medidas, 10 delas usadas por artistas como Leonardo da Vinci e Albrecht Dürer. Algumas medidas, como a altura da testa, ficaram muito parecidas entre os grupos; outras, como a altura e a largura do nariz, mudaram bastante de um grupo para outro (Farkas e colegas, 2005).

Em 50 adultos brasileiros, brancos e com o perfil equilibrado, o terço médio teve em média 0,93 da altura do terço inferior, medidos em fotos de perfil (Reis e colegas, 2006).

Ou seja, ter um terço um pouco maior que os outros é comum, e o quanto é comum depende também da origem de cada pessoa.

O terço inferior

O terço de baixo é o mais estudado, porque é onde a ortodontia e a cirurgia do queixo e da mandíbula atuam. Num experimento, 92 pessoas deram notas a perfis de rosto em silhueta com o terço inferior na medida média, mais curto ou mais longo. O perfil na medida média foi o mais bem avaliado, e as notas caíram conforme a altura se afastava dela. Entre os afastamentos, o terço inferior mais curto foi avaliado melhor que o mais longo (Johnston e colegas, 2005).

O estudo usou silhuetas de perfil e mudou só uma medida por vez. Num rosto real, o terço inferior é lido junto com o queixo, os lábios e a mandíbula, e o efeito de cada um se mistura.

Os quintos do rosto

Os quintos são a regra horizontal: a largura do rosto dividida em cinco partes, cada uma com a largura de um olho. Do lado de fora de um olho até a orelha, o olho, o espaço entre os olhos, o outro olho e o espaço até a outra orelha.

A parte mais usada dessa regra é a do meio: o espaço entre os olhos teria a largura de um olho. No estudo dos cânones, as regras horizontais se confirmaram mais que as verticais, mas ainda numa minoria: o espaço entre os olhos igual à largura do nariz apareceu em 40% dos adultos, e o nariz com um quarto da largura do rosto, em 37% (Farkas e colegas, 1985).

Outro grupo de pesquisadores mudou a distância entre as pupilas em fotos e perguntou qual versão era mais atraente. A preferida ficou com a distância entre as pupilas em cerca de 46% da largura do rosto, que é a medida de um rosto médio (Pallett e colegas, 2010). Essa medida vai do centro de um olho ao centro do outro; não é o espaço entre os cantos de dentro, usado na regra dos quintos.

Rosto perfeito não existe

Não existe um rosto que siga todas as regras ao mesmo tempo, e os estudos acima mostram que os rostos considerados atraentes também variam. O que as pesquisas encontram com mais consistência é que proporções perto da média do grupo tendem a agradar, sem uma medida única que defina a beleza. Mais sobre isso em o que deixa um rosto atraente, segundo os estudos e em proporção áurea no rosto.

O que os terços mudam no visual

Os terços ajudam a entender onde o olhar se concentra e a escolher o visual. Uma testa alta pede atenção ao corte, à franja e à risca; um terço inferior mais longo ou mais curto muda o efeito da barba e do comprimento do cabelo na altura do queixo. Os detalhes estão em franja por formato de rosto e em barba por formato de rosto.

Como o Garbo mede os terços

O Completo traz uma avaliação de proporções entre as 5 avaliações faciais. Ela compara proporções do seu rosto com faixas de referência do seu grupo e mostra a altura de cada terço. Para os terços, o Garbo encontra o começo do cabelo no meio da testa pela foto de frente e marca o ponto entre as sobrancelhas, a base do nariz e a ponta do queixo pelos pontos do rosto.

Quando a testa está coberta pelo cabelo, a cabeça é raspada ou há calvície, o Garbo não acha a linha do cabelo e os terços ficam sem medida, em vez de receber um número inventado. Para as outras medidas, veja a análise facial por foto.

Perguntas frequentes

O que são os terços do rosto?

São as três faixas verticais do rosto: da linha do cabelo às sobrancelhas, das sobrancelhas à base do nariz e da base do nariz ao queixo.

Como medir os terços do rosto?

Numa foto de frente, com a testa à mostra e a cabeça reta, meça a distância entre a linha do cabelo, o ponto entre as sobrancelhas, a base do nariz e a ponta do queixo.

O rosto bonito tem os três terços iguais?

Não necessariamente. Os estudos de medidas mostram que poucos rostos normais têm os terços iguais, e que a variação entre pessoas é grande.

O que são os quintos do rosto?

É a regra que divide a largura do rosto em cinco partes com a largura de um olho. Nos estudos, ela se confirma só numa minoria das pessoas.

Existe rosto perfeito?

Não. Nenhum rosto segue todas as regras, e os rostos vistos como atraentes também variam. Proporções perto da média do grupo tendem a agradar, sem uma medida única.

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Fontes

  1. Farkas LG, Hreczko TA, Kolar JC, Munro IR (1985). Vertical and horizontal proportions of the face in young adult North American Caucasians: revision of neoclassical canons. Plastic and Reconstructive Surgery.
  2. Farkas LG e colegas (2005). International anthropometric study of facial morphology in various ethnic groups/races. Journal of Craniofacial Surgery.
  3. Johnston DJ, Hunt O, Johnston CD, Burden DJ, Stevenson M, Hepper P (2005). The influence of lower face vertical proportion on facial attractiveness. European Journal of Orthodontics.
  4. Pallett PM, Link S, Lee K (2010). New "golden" ratios for facial beauty. Vision Research.
  5. Reis SAB, Abrão J, Capelozza Filho L, Claro CAA (2006). Análise facial numérica do perfil de brasileiros Padrão I. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial.