
Para saber o seu subtom de pele, compare a pele com referências quentes e frias na luz do dia: se o dourado e os tons de pêssego deixam a pele mais uniforme, o subtom tende a ser quente; se o prateado e os tons rosados fazem isso, tende a ser frio. Quando nenhum lado vence, o subtom costuma ser chamado de neutro, e quando a pele tem um fundo esverdeado, de oliva.
Subtom é um termo de estilo e de maquiagem. A pesquisa descreve a cor da pele de outro jeito, com medidas de claridade e de tons de vermelho e de amarelo. As duas linguagens conversam, e entender a diferença ajuda a desconfiar de teste que promete mais do que entrega.
Tom e subtom não são a mesma coisa
Tom é o quanto a pele é clara ou escura. Subtom é o fundo de cor que aparece por baixo desse tom. Duas pessoas com o mesmo tom podem ter subtons diferentes, e pessoas de tons bem diferentes podem ter o mesmo subtom.
Nos estudos, a cor da pele é medida com um aparelho, no sistema de cor CIELAB, que tem três eixos: a claridade, o eixo do verde ao vermelho e o eixo do azul ao amarelo. Uma equipe de pesquisa usou esse sistema para medir a pele e propor uma classificação pela cor (Chardon, Cretois e Hourseau, 1991). Depois, a classificação pelo ângulo tipológico individual, calculado com a claridade e o eixo do amarelo, foi testada em 3.500 mulheres de várias regiões do mundo e acompanhou a pigmentação da pele (Del Bino e Bernerd, 2013).
A correspondência com o vocabulário de estilo é aproximada. O tom se parece com a claridade medida; o subtom se parece com a mistura de vermelho e amarelo. Nenhum desses estudos usa as palavras frio e quente.
De onde vem o fundo de cor da pele
A cor da pele vem principalmente de três fontes: a melanina, que vai do marrom ao quase preto; o sangue, que puxa para o vermelho; e os carotenoides, pigmentos de frutas e verduras que puxam para o amarelo. Num estudo que acompanhou 35 pessoas por seis semanas, quem aumentou o consumo de frutas e verduras ficou com a pele mais avermelhada e mais amarelada, numa mudança ligada aos carotenoides e não à melanina (Whitehead e colegas, 2012).
Por isso o subtom pode parecer um pouco diferente ao longo do ano: o sol escurece a pele, e a vermelhidão muda com o frio, com o calor e com a irritação.
Os quatro subtons
- Frio: fundo rosado ou azulado. O prateado, o branco puro e os tons de rosa e azul costumam acompanhar a pele.
- Quente: fundo dourado ou pêssego. O dourado, o branco amarelado e os tons terrosos costumam acompanhar a pele.
- Neutro: fica entre os dois, e cores dos dois lados funcionam.
- Oliva: fundo esverdeado, mais fácil de ver em peles de tom médio. Não existe medida científica do oliva; é uma categoria de estilo para quem não se encaixa bem no quente nem no frio.
O teste das veias funciona
O teste das veias diz que veias azuis ou roxas no pulso indicam subtom frio e veias esverdeadas indicam subtom quente. Ele é uma pista fraca.
O sangue não é azul. Um estudo de óptica mostrou que a cor que a veia parece ter depende de como a pele espalha e absorve a luz, da oxigenação do sangue, do diâmetro e da profundidade do vaso e do jeito como os olhos percebem a cor (Kienle e colegas, 1996). Ou seja, a cor da veia mistura coisas que não têm a ver com o subtom, como a espessura da pele e a profundidade do vaso. Use o teste, no máximo, como uma pista entre várias.
Outros testes caseiros
Os testes que comparam a pele com cores perto do rosto dão uma leitura melhor que a veia:
- Luz do dia indireta, de frente para uma janela, sem maquiagem.
- Dourado contra prateado: segure um de cada vez perto do queixo, ou use um acessório de cada.
- Branco puro contra branco amarelado: a mesma comparação, com tecido ou papel.
- Observe a pele: o lado certo deixa a pele mais uniforme; o errado marca olheiras e vermelhidão.
Se o resultado ficar dividido, o subtom provavelmente é neutro. Cabelo pintado, bronzeado e lâmpada amarela confundem a leitura.
O que o subtom muda
O subtom ajuda a escolher a paleta de roupas, a base de maquiagem e a cor de cabelo. Ele também é a primeira escala da colorimetria pessoal, que junta o subtom ao contraste e à intensidade para chegar à estação.
Na cor de cabelo, o subtom pesa, mas não decide sozinho: o contraste entre o cabelo, a pele e as sobrancelhas também conta. O artigo sobre cor de cabelo pelo subtom mostra como.
Muita gente escolhe o metal dos acessórios só pelo subtom. No Garbo, o metal é escolhido olhando a pele inteira, não apenas o subtom.
Como o Garbo lê o subtom
O Guia de estilos lê o subtom nas suas fotos, junto com a cor do cabelo e o contraste entre os dois. O subtom aparece como a primeira escala da sua estação cromática, que vai do frio ao quente, e a leitura usa os mesmos quatro nomes: frio, quente, neutro e oliva. A partir disso, o guia mostra a sua paleta pessoal, as cores a evitar, o metal e os óculos. É um adicional de R$ 47 na página de pagamento.
No Premium (R$ 87), a pintura de cabelo mostra 2 cores que podem combinar com a sua pele e os seus olhos e 1 que é melhor evitar.
Perguntas frequentes
Como saber meu subtom de pele?
Na luz do dia, compare dourado com prateado e branco amarelado com branco puro perto do rosto. O lado que deixa a pele mais uniforme indica a tendência: quente ou fria.
O teste das veias funciona?
Pouco. A cor que a veia parece ter depende da luz, da pele e da profundidade do vaso, não só do subtom. Serve no máximo como pista.
O que é subtom oliva?
É um fundo esverdeado, mais visível em peles de tom médio. É uma categoria de estilo, sem medida científica própria.
Tom e subtom são a mesma coisa?
Não. Tom é o quanto a pele é clara ou escura; subtom é o fundo de cor por baixo desse tom.
O subtom muda a cor de cabelo que combina?
Muda, junto com o contraste entre o cabelo, a pele e as sobrancelhas. Os dois são levados em conta na escolha.
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Fontes
- Chardon A, Cretois I, Hourseau C (1991). Skin colour typology and suntanning pathways. International Journal of Cosmetic Science.
- Del Bino S, Bernerd F (2013). Variations in skin colour and the biological consequences of ultraviolet radiation exposure. British Journal of Dermatology.
- Kienle A, Lilge L, Vitkin IA e outros (1996). Why do veins appear blue? A new look at an old question. Applied Optics.
- Whitehead RD, Re D, Xiao D, Ozakinci G, Perrett DI (2012). You are what you eat: within-subject increases in fruit and vegetable consumption confer beneficial skin-color changes. PLoS One.