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Formato do nariz de frente e de perfil: como se mede e o que muda com a ascendência

O formato do nariz se mede de frente pela largura da base e do dorso e pela relação entre a altura e a largura, e de perfil pelo dorso, pela ponta e pelos ângulos que o nariz faz com a testa e com o lábio. Os nomes populares, como nariz grego, romano ou arrebitado, descrevem combinações dessas medidas.

O nariz é um dos traços que mais variam entre populações. Um nariz mais largo, mais estreito, mais alto ou mais baixo que o de outro grupo é uma variação de origem, não um defeito.

O nariz de frente

  • A largura da base, de uma asa à outra. É uma das medidas que mais diferem entre populações (Zaidi e colegas, 2017).
  • A largura do dorso, a parte de cima, entre os olhos e a ponta.
  • A relação entre a altura e a largura, que diz se o nariz parece mais comprido ou mais largo.
  • A largura da base comparada com o espaço entre os olhos. Uma regra clássica diz que os dois são iguais. Quando as regras clássicas foram testadas em 153 adultos jovens, essa igualdade apareceu em 40% deles; a regra de que o nariz ocupa um quarto da largura do rosto apareceu em 37% (Farkas e colegas, 1985).
  • As narinas e as asas: se as narinas aparecem de frente e se as asas se abrem para os lados.

O nariz de perfil

  • O dorso: reto, com uma elevação (a corcova) ou côncavo.
  • A ponta: mais para cima, alinhada ou mais para baixo, e se há uma pequena quebra logo acima dela.
  • O ângulo com a testa, no ponto entre os olhos onde o nariz começa.
  • O ângulo com o lábio de cima, na base do nariz.

De perfil, o nariz não é lido sozinho. Num estudo com 38 perfis reais, a projeção do nariz, dos lábios e do queixo e o ângulo entre a testa e o nariz estiveram entre o que mais pesou na impressão do perfil, e cada parte influenciou a leitura das vizinhas (Denize e colegas, 2014). Em outro, só o pescoço mudou entre duas versões do mesmo perfil, e as pessoas preferiram o nariz da versão com o pescoço mais definido em 84% das vezes, embora o nariz fosse o mesmo (Greer e colegas, 2001).

Os nomes populares

Os nomes mais usados descrevem o perfil e a ponta:

  • Grego: dorso reto, que continua a linha da testa quase sem curva.
  • Romano ou aquilino: dorso com uma elevação, que dá uma curva para fora.
  • Arrebitado: ponta voltada para cima, com as narinas mais à mostra.
  • Batata ou bulboso: ponta arredondada e mais larga que o dorso.

São nomes de uso comum, não categorias de medida, e muita gente fica entre dois deles.

O que muda com a ascendência

Um estudo internacional mediu o rosto de 1.470 adultos de 18 a 30 anos, de grupos da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e de origem africana. As medidas do nariz foram das que mais contrastaram: em relação à amostra de referência norte-americana, o nariz era bem mais largo nos grupos asiáticos e de origem africana; nos grupos do Oriente Médio, a largura era a mesma e a altura, maior; e entre grupos europeus, a altura também variou (Farkas e colegas, 2005).

A explicação ainda está em estudo. Uma pesquisa comparou a forma do nariz em populações de várias regiões e encontrou que a largura das narinas acompanha a temperatura e a umidade do lugar de origem. Os autores concluíram que parte dessa variação pode ter vindo da adaptação ao clima, mas que a história é mais complexa e envolve outras forças (Zaidi e colegas, 2017).

Na prática, isso quer dizer duas coisas. Primeiro, uma medida de nariz só faz sentido comparada com a faixa típica do grupo da própria pessoa. Segundo, nenhuma forma de nariz é a certa: cada uma é típica de algum lugar.

O nariz na foto

O nariz muda com a distância da câmera. Na selfie de braço esticado, a lente fica perto do centro do rosto, e o nariz parece maior do que é. Um estudo com um modelo matemático calculou esse aumento para várias distâncias da câmera (Ward e colegas, 2018). Para ver o nariz como ele é, a foto precisa ser tirada de mais longe. Veja por que o rosto fica diferente na foto.

O formato do nariz e a personalidade

Não há base para ler a personalidade pelo nariz. Os textos que associam um tipo de nariz a traços de caráter não se apoiam em medidas nem em estudos que tenham testado essa relação.

O que muda a leitura do nariz

O que fica em volta do nariz muda a impressão que ele causa:

Para a diferença entre o lado direito e o esquerdo do rosto, veja simetria facial. Para saber o formato do rosto inteiro, siga como saber o formato do seu rosto.

Como o Garbo avalia o nariz

No Completo, o nariz é um dos 12 traços. O Garbo mede a largura da base comparada com o espaço entre os olhos, a largura do dorso e a relação entre a altura e a largura do nariz, e compara cada uma com a faixa típica do seu grupo. Também descreve o formato (raiz, dorso, ponta e base), o quanto esse formato é comum, as narinas, as asas, o dorso e a quebra acima da ponta.

A descrição de quão comum é o formato não usa rótulo de etnia nem faz juízo. A análise descreve o nariz como ele é; não indica procedimento.

Perguntas frequentes

Quais são os formatos de nariz?

Os nomes populares são grego, romano ou aquilino, arrebitado e batata. As medidas que descrevem o nariz são a largura, a altura, o dorso, a ponta e os ângulos de perfil.

Como saber o formato do meu nariz?

Com uma foto de frente e outra de perfil, tiradas de longe e com a cabeça reta. De frente, olhe a largura da base e do dorso; de perfil, o dorso e a ponta.

O formato do nariz muda com a ascendência?

Muda bastante. A largura e a altura do nariz estão entre as medidas que mais variam entre populações, em parte por adaptação ao clima.

A selfie deixa o nariz maior?

Deixa. A câmera perto do rosto aumenta o tamanho aparente do nariz, que fica no centro da imagem.

O formato do nariz diz algo sobre a personalidade?

Não. Não há estudo que sustente ler o caráter pelo formato do nariz.

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Fontes

  1. Farkas LG e colegas (2005). International anthropometric study of facial morphology in various ethnic groups/races. Journal of Craniofacial Surgery.
  2. Zaidi AA, Mattern BC, Claes P, McEvoy B, Hughes C, Shriver MD (2017). Investigating the case of human nose shape and climate adaptation. PLoS Genetics.
  3. Farkas LG, Hreczko TA, Kolar JC, Munro IR (1985). Vertical and horizontal proportions of the face in young adult North American Caucasians: revision of neoclassical canons. Plastic and Reconstructive Surgery.
  4. Denize ES, McDonald F, Sherriff M, Naini FB (2014). Facial profile parameters and their relative influence on bilabial prominence and the perceptions of facial profile attractiveness: A novel approach. Korean Journal of Orthodontics.
  5. Greer SE, Matarasso A, Wallach SG, Simon G, Longaker MT (2001). Importance of the nasal-to-cervical relationship to the profile in rhinoplasty surgery. Plastic and Reconstructive Surgery.
  6. Ward B, Ward M, Fried O, Paskhover B (2018). Nasal Distortion in Short-Distance Photographs: The Selfie Effect. JAMA Facial Plastic Surgery.