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Colorimetria pessoal: o que é e como descobrir a sua

Colorimetria pessoal é um método de consultoria de estilo que escolhe as cores de roupa, de acessório e de cabelo que ficam bem perto do seu rosto. Ela olha o subtom da pele, a cor do cabelo e o contraste entre os dois, e junta o resultado numa estação e numa paleta de cores.

É um método de estilo, não um exame. As quatro estações são um jeito prático de organizar as cores, e não uma classificação científica da pele. O que os estudos mostram é mais estreito: a cor da pele e o contraste do rosto mudam a forma como as pessoas leem esse rosto. Abaixo, o que a colorimetria analisa, o que a pesquisa diz, como testar em casa e onde a foto ajuda.

O que a colorimetria analisa

A colorimetria separa a aparência em algumas escalas. Os nomes mudam de uma consultoria para outra, mas a ideia é a mesma:

  • Subtom: o fundo de cor da pele, separado do quanto ela é clara ou escura. Costuma ser chamado de frio (fundo rosado ou azulado), quente (fundo dourado), neutro (entre os dois) ou oliva (fundo esverdeado). O artigo sobre subtom de pele explica como reconhecer cada um.
  • Valor: o quanto a pele, o cabelo e os olhos são claros ou escuros.
  • Contraste: a diferença de claro e escuro entre esses elementos. Cabelo bem escuro com pele clara dá contraste alto; cabelo e pele em tons próximos dão contraste baixo.
  • Intensidade: se as cores naturais da pessoa parecem mais suaves, um pouco acinzentadas, ou mais vivas e puras.

Com essas escalas, a consultoria escolhe as cores que acompanham a pessoa e as que brigam com ela.

O que os estudos dizem sobre cor e rosto

Nenhum dos estudos abaixo testou as estações. Eles medem a cor da pele e o contraste do rosto, que são a matéria-prima da colorimetria.

A cor da pele muda a impressão de saúde. Num estudo da Universidade de St Andrews, participantes ajustaram a cor de fotos calibradas de rostos para deixá-los com a aparência mais saudável possível, e aumentaram a cor ligada ao sangue oxigenado na pele (Stephen e colegas, 2009). Em outro estudo da mesma universidade, 35 pessoas tiveram a alimentação e a cor da pele medidas por seis semanas: quem aumentou o consumo de frutas e verduras ficou com a pele mais avermelhada e mais amarelada, numa mudança ligada aos carotenoides, pigmentos desses alimentos, e não à melanina (Whitehead e colegas, 2012). Numa revisão, a equipe concluiu que essa coloração dos carotenoides melhora a aparência de saúde mais do que a da melanina (Whitehead, Ozakinci e Perrett, 2012).

O contraste do rosto muda a leitura de sexo e de idade. Richard Russell (2009) mediu fotos controladas e encontrou mais contraste de claro e escuro entre olhos, boca e a pele em volta nos rostos femininos do que nos masculinos; aumentar esse contraste fazia um rosto andrógino parecer feminino. Num grupo grande de mulheres adultas brancas, partes desse contraste diminuíram com a idade, e os rostos com contraste aumentado artificialmente foram vistos como mais jovens (Porcheron, Mauger e Russell, 2013).

O que isso não prova. Esses estudos falam da pele e dos traços, não da roupa. Nenhum deles testou se uma blusa de certa cor muda a leitura do rosto. A colorimetria parte de uma ideia próxima, a de que a cor perto do rosto conversa com a cor da pele e com o contraste natural, mas essa ligação vem da prática de estilo, não do laboratório.

As quatro estações

A versão mais usada divide as paletas em quatro estações, combinando temperatura (quente ou fria), valor e intensidade:

  • Primavera: cores quentes, claras e vivas.
  • Verão: cores frias, claras e suaves.
  • Outono: cores quentes, fechadas e terrosas.
  • Inverno: cores frias, intensas e de alto contraste.

Algumas consultorias dividem cada estação em subgrupos, para quem fica entre duas. A estação não é uma regra fixa: ela resume quais cores tendem a acompanhar a pessoa e quais tendem a apagar.

Como fazer colorimetria em casa

Dá para ter uma primeira ideia com pouca coisa. O que mais atrapalha é a luz, por isso o teste começa por ela:

  1. Luz do dia, indireta. Fique de frente para uma janela, sem sol batendo direto e sem luz de lâmpada misturada.
  2. Rosto sem maquiagem. Base, pó e autobronzeador mudam a cor da pele.
  3. Pares de cores perto do queixo. Use tecidos, papéis ou peças de roupa: um dourado e um prateado, um branco puro e um branco amarelado, um laranja e um rosa frio.
  4. Olhe a pele, não a peça. Repare se as olheiras e a vermelhidão ficam mais ou menos marcadas, e se a pele parece mais uniforme. Uma segunda pessoa ajuda, porque é difícil se avaliar de perto.
  5. Anote o lado que venceu em cada par. Se o dourado, o branco amarelado e o laranja ganharam, a tendência é quente; se o prateado, o branco puro e o rosa frio ganharam, a tendência é fria.

O teste caseiro tem limites. Cabelo pintado e pele bronzeada confundem a leitura, e cada lâmpada e cada tela mostram a cor de um jeito.

Dá para fazer colorimetria por foto ou com IA

A foto ajuda quando segue regras: luz parecida, sem filtro, rosto de frente e sem maquiagem pesada. O cuidado é que a câmera do celular corrige a cor sozinha, então uma foto isolada pode puxar a pele para o quente ou para o frio.

Um chat de IA genérico, como o ChatGPT, consegue comentar uma foto e sugerir uma estação. A resposta vem em texto, pode mudar se você perguntar de novo e não mostra em que medida se baseou.

No Garbo, o Guia de estilos lê nas suas fotos o subtom da pele, a cor do cabelo e o contraste entre os dois. Ele mostra a sua estação cromática com quatro escalas (subtom, contraste, intensidade e valor), a paleta pessoal, os neutros que formam a base do guarda-roupa, as cores que é melhor evitar, os formatos de óculos e o metal que valoriza a sua pele. A mesma lógica de subtom aparece na cor de cabelo pelo subtom.

Quanto custa

Uma consultoria presencial costuma incluir o teste com tecidos ao vivo, e o preço varia muito de profissional para profissional e de cidade para cidade; não existe tabela oficial.

No Garbo, o Guia de estilos é um adicional de R$ 47 na página de pagamento, junto do Premium (R$ 87) ou do Completo (R$ 147). O pagamento é único, sem assinatura.

Perguntas frequentes

O que é colorimetria pessoal?

É um método de consultoria de estilo que escolhe as cores que ficam bem perto do rosto, a partir do subtom da pele, da cor do cabelo e do contraste entre eles.

Como fazer colorimetria em casa?

Com luz do dia indireta e o rosto sem maquiagem, compare pares de cores perto do queixo (dourado e prateado, branco puro e branco amarelado) e anote qual deixa a pele mais uniforme.

Quais são as estações da colorimetria?

Primavera (quente, clara e viva), verão (fria, clara e suave), outono (quente, fechada e terrosa) e inverno (fria, intensa e de alto contraste).

Dá para fazer colorimetria por foto ou pelo ChatGPT?

Por foto, sim, desde que a luz e o enquadramento sigam regras. Um chat genérico dá uma opinião em texto, sem medidas que você possa conferir.

Quanto custa uma consultoria de colorimetria?

Varia por profissional e por cidade. No Garbo, o Guia de estilos custa R$ 47, como adicional do Premium ou do Completo.

Quer ver as medidas do seu rosto antes de decidir? Faça a prévia grátis: você responde algumas perguntas, tira uma foto de frente e vê as medidas do seu rosto.

Fontes

  1. Russell R (2009). A sex difference in facial contrast and its exaggeration by cosmetics. Perception.
  2. Porcheron A, Mauger E, Russell R (2013). Aspects of facial contrast decrease with age and are cues for age perception. PLoS One.
  3. Stephen ID, Coetzee V, Law Smith M, Perrett DI (2009). Skin blood perfusion and oxygenation colour affect perceived human health. PLoS One.
  4. Whitehead RD, Re D, Xiao D, Ozakinci G, Perrett DI (2012). You are what you eat: within-subject increases in fruit and vegetable consumption confer beneficial skin-color changes. PLoS One.
  5. Whitehead RD, Ozakinci G, Perrett DI (2012). Attractive skin coloration: harnessing sexual selection to improve diet and health. Evolutionary Psychology.