
A convexidade do perfil diz o quanto o rosto, visto de lado, faz uma curva para a frente na altura do nariz. Ela compara duas linhas: a que desce da testa até a base do nariz e a que vai da base do nariz até o queixo. Quanto maior o ângulo, mais o queixo fica para trás em relação à testa. Ela aparece na página Perfil.
Como mede
Na foto de perfil, o Garbo marca três pontos da silhueta: a glabela (o ponto mais à frente entre as sobrancelhas), o subnasal (onde o nariz encontra o lábio) e o pogônio (o ponto mais à frente do queixo). Depois prolonga a linha da glabela ao subnasal e mede quanto a linha do subnasal ao queixo se desvia dela.
O número é positivo quando o queixo fica atrás dessa linha, o perfil convexo, que é o mais comum, e negativo quando o queixo passa à frente dela, o perfil côncavo. Com as duas fotos de perfil, vale a média dos dois lados. Quando a ferramenta principal não acha os pontos do perfil, o Garbo usa a silhueta do rosto recortada da foto, e a convexidade sai como aproximada.
Por que importa
A convexidade resume a posição do queixo e da parte de cima do rosto numa medida só, e ajuda a ler o perfil como um todo. Um número fora da faixa comum é uma variação do rosto, não diagnóstico. Se você pensa em algum procedimento no queixo ou na mandíbula, converse antes com um profissional qualificado.
De onde vem a faixa
A faixa comum vem de Legan e Burstone (1980), que publicaram uma média de 12°, com desvio de 4°, para adultos. A fonte não separa homens e mulheres nem grupos de origem, então a mesma faixa vale para todo mundo: de 8° a 16°. Os valores foram conferidos na tabela de Celebi e colegas (2013).
Em 50 adultos brasileiros, brancos e com o perfil equilibrado, a média foi 12,3° (Reis, 2006).
Veja também
Fontes
- Legan HL, Burstone CJ (1980). Soft tissue cephalometric analysis for orthognathic surgery. Journal of Oral Surgery.
- Celebi AA, Tan E, Gelgor IE (2013). Soft Tissue Cephalometric Norms for Turkish Adults. The Scientific World Journal.
- Reis SAB, Abrão J, Capelozza Filho L, Claro CAA (2006). Análise facial numérica do perfil de brasileiros Padrão I. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial.