
O ângulo mentolabial é a abertura entre o lábio inferior e o queixo, vista de perfil, no fundo do sulco que separa os dois. Um ângulo mais fechado mostra um sulco mais fundo; um mais aberto, uma passagem mais reta do lábio para o queixo. Ele aparece nas Medidas do perfil, com o nome Mentolabial.
Como mede
Na foto de perfil, o Garbo marca três pontos da silhueta: o ponto mais à frente do lábio inferior, o fundo do sulco entre o lábio e o queixo e o ponto mais à frente do queixo. O ângulo mentolabial é a abertura no fundo do sulco. Com as duas fotos de perfil, vale a média dos dois lados.
Quando a ferramenta principal não acha os pontos do perfil, o Garbo usa a silhueta do rosto recortada da foto. Nesse caso, o lábio inferior é estimado pela proporção do terço inferior, e o ângulo sai como aproximado.
Por que importa
O ângulo mentolabial descreve como o lábio inferior e o queixo se encontram de perfil, o que pesa na leitura do terço inferior do rosto. Um ângulo fora da faixa comum é uma variação do rosto, não diagnóstico. Se você pensa em algum procedimento no queixo ou nos lábios, converse antes com um profissional qualificado.
De onde vem a faixa
A faixa comum vem de Farkas, Katic e Forrest (2007), que mediram adultos de 18 a 30 anos, 50 homens e 50 mulheres em cada amostra, lidos nas tabelas de Wamalwa e colegas (2019). As médias publicadas são:
- homens brancos norte-americanos: 113,5°, com desvio de 20,7°;
- mulheres brancas norte-americanas: 121,4°, com desvio de 14,4°;
- homens afro-americanos: 101,5°, com desvio de 17,7°;
- mulheres afro-americanas: 101,6°, com desvio de 18,0°.
Quem marca a cor ou raça Branca é comparado com a primeira amostra; Preta, com a segunda; Parda, Amarela e Indígena, com a mistura das duas em partes iguais. A faixa comum é a média mais ou menos um desvio padrão. Os desvios são grandes: a faixa desta medida é larga.
Em 50 adultos brasileiros, brancos e com o perfil equilibrado, a média foi 132,4° (Reis, 2006).
Em 37 adultas brasileiras, brancas de 20 a 40 anos, a média foi 137,7° (Mengoa, 2024).
Veja também
Fontes
- Farkas LG, Katic MJ, Forrest CR (2007). Comparison of Craniofacial Anthropometric and Photogrammetric Dimensions of College-Aged North American Whites and African Americans. Annals of Plastic Surgery.
- Wamalwa P, Chen Z, Shen G, Lu X (2019). Photogrammetric facial analysis of Kenyans: a comparative study with North American Whites and African Americans. Journal of the Korean Association of Maxillofacial Plastic and Reconstructive Surgeons.
- Reis SAB, Abrão J, Capelozza Filho L, Claro CAA (2006). Análise facial numérica do perfil de brasileiros Padrão I. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial.
- Mengoa MGR, et al. (2024). Facial morphology analysis of Caucasian Brazilian adult women using stereophotogrammetry. Brazilian Oral Research.
- Fioravanti KS, et al. (2025). Comparative analysis of lip morphology in Brazilian caucasian individuals between 20 and 50 years old using stereophotogrammetry. Oral and Maxillofacial Surgery.